O que é a Esquizofrenia?

A Esquizofrenia é uma perturbação mental grave que afeta cerca de 1% da população geral. É uma patologia mental que apresenta múltiplas causas, embora sejam de destacar as vulnerabilidades genéticas às quais se vão somar diversos fatores de stress no desencadear da doença.
Relativamente à sua apresentação clínica, podemos considerar a existência de vários tipos de sintomas: positivos, negativos, afetivos e cognitivos.

Dentro dos sintomas positivos há a destacar a presença de delírios e alucinações. Os primeiros consistem em perturbações do pensamento sob a forma de falsas crenças que são irredutíveis e inabaláveis perante a argumentação lógica e que não são melhor explicadas por fatores culturais. Os delírios podem assumir várias temáticas diferentes como são os casos de perseguição, grandiosidade, prejuízo ou místico. As alucinações consistem em perturbações da perceção, ou seja, o doente perceciona um objeto na ausência do mesmo. No âmbito da esquizofrenia, as alucinações mais frequentes e típicas da doença são as auditivas em que várias vozes dialogam entre si, na terceira pessoa e podem fazer comentários depreciativos sobre o comportamento e a conduta do doente.

Em relação aos sintomas negativos, há a referir o isolamento, a apatia e o embotamento afetivo. São estes sintomas que retiram capacidades aos doentes. Nos sintomas cognitivos, temos as dificuldades de atenção, concentração, memória e funções executivas. Por último, nos sintomas afetivos podemos encontrar sintomas da linha depressiva ou ansiosa.

Por outro lado, um fator importante para o diagnóstico da esquizofrenia é a diminuição global do funcionamento psicossocial, isto é, uma deterioração nas esferas cognitiva, afetiva, social e ocupacional.

Muitas vezes, o início da doença pode ser insidioso, constituindo aquilo que poderíamos chamar de fase prodrómica da doença caracterizada por isolamento e desorganização comportamental.
O diagnóstico precoce da esquizofrenia é muito importante. Quanto mais cedo for efetuado o diagnóstico, mais favorável será o prognóstico, ou seja, menor será a deterioração que atinge o doente.

Trata-se de uma doença que apresenta várias possibilidades de tratamento, sendo que a maioria dos doentes que aceitam tratar-se podem levar uma vida praticamente sem limitações.

O tratamento é constituído por duas etapas fundamentais: a primeira consiste em reverter o surto psicótico e a segunda em fazer o tratamento de manutenção.
Atualmente considera-se que o tratamento mais adequado para esta doença passa por medicação antipsicótica, psicoterapias e socioterapias. É a chamada terapêutica tripla.

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